segunda-feira, 10 de maio de 2010

Enviada da Arte da Chávega


Esta embarcação de Monte Gordo é do tipo canoa com a tolda corrida. A roda de proa é ligeiramente curva encimando o capelo a tradicional borla. Não era empregue somente na arte e fazia o transporte da pescaria entre os barcos do largo e terra, daí o nome enviada.Possui normalmente quatro remos, dois por bordo, para uma tripulação que oscilava entre os seis ou oito homens.

Canoa do Espinel


Esta embarcação de Olhão era destinada à pesca da arte do espinel. Nem sempre eram usadas na arte e por vezes faziam transporte da pescaria entre portos. Tinha boca aberta e coberta corrida com leme de cana por fora. Tal como o caíque armava dois panos latinos em mastros divergentes

Caíque do Algarve


Embarcação típica do sotavento algarvio (entre a Faro e V.R. Sto.António) de extraordinárias qualidades náuticas. Existe quem defenda que o caíque é herdeiro das caravelas dos descobrimentos. Os dois mastros divergentes e as duas grandes velas latinas são uma das suas características. Possui convés corrido com uma gaiuta a ré e uma ou duas escotilhas de acesso aos interiores. Media de 15 a 20 metros de comprimento e tinha uma numerosa tripulação que podia ir até 30 homens. Há notícia de terem navegado até ao Brasil e sul de Angola.Como curiosidade refira-se que, quando a tripulação estava em terra, eram guardados por dois cães-de-água.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Canhoneiras na Marinha Portuguesa

A necessidade de manter uma presença naval nos diversos territórios do vasto Império Português, levou a Marinha Portuguesa a aumentar ao seu efetivo um elevado número de canhoneiras, na segunda metade do século XIX. As canhoneiras portuguesas eram navios mistos a vela e a vapor, com deslocamentos médios de 200 t a 600 t, armadas com peças e metralhadoras, construídas inicialmente em madeira e, mais tarde, em ferro. Este tipo de navios era económico e relativamente fácil de construir, permitindo a existência de bastantes unidades que podessem guarnecer todos os territórios ultramarinos. As canhoneiras destinadas especificamente a integrar as várias divisões e estações navais ultramarinas eram classificadas como canhoneiras de estação.

Era moderna




Por altura da Primeira Guerra Mundial a função das canhoneiras começou a passar a ser desempenhada pelos avisos. Estes foram, por sua vez, substituídos pelas corvetas e fragatas, durante a Segunda Guerra Mundial.
No entanto, algumas marinhas, continuaram a classificar como canhoneiras alguns dos seus navios-patrulha. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Marinha dos EUA classificava como patrol gunboats (PG - canhoneiras de patrulha) os seus navios de escolta de cerca de 1000 t de deslocamento, incluindo-se, nestes, as corvetas de fabrico britânico e canadiano, da Classe Flower, que tinha ao seu serviço. Já durante a Guerra do Vietname os EUA classificaram como river gunboats (canhoPor altura da Primeira Guerra Mundial a função das canhoneiras começou a passar a ser desempenhada pelos avisos. Estes foram, por sua vez, substituídos pelas corvetas e fragatas, durante a Segunda Guerra Mundial.
No entanto, algumas marinhas, continuaram a classificar como canhoneiras alguns dos seus navios-patrulha. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Marinha dos EUA classificava como patrol gunboats (PG - canhoneiras de patrulha) os seus navios de escolta de cerca de 1000 t de deslocamento, incluindo-se, nestes, as corvetas de fabrico britânico e canadiano, da Classe Flower, que tinha ao seu serviço. Já durante a Guerra do Vietname os EUA classificaram como river gunboats (canhoneiras fluviais) as suas embarcações rápidas com cascos em fibra de vidro e armadas com metralhadoras.

O primórido das canhoneiras


Na época da navegação à vela, a canhoneira era, normalmente, uma pequena embarcação, sem convés, armada com um canhão de alma lisa à proa e com um comprimento médio de 15 metros. As canhoneiras iniciais eram propulsadas a remos, passando, mais tarde a ter um ou dois mastros com velas. Alguns tipos de canhoneiras podiam ter montados, dois ou mais canhões.
Um dos primeiros registos de utilização de canhoneiras, foi pelos espanhóis no terceiro assédio a Gibraltar, que durou de 1779 a 1783. Sob o comando do almirante espanhol António Barceló, foram construídas canhoneiras, que consistiam em grandes botes a remos, sem velas, armados com um pesado canhão de 24 libras e com uma couraça que as protegia desde as obras mortas até pouco abaixo da linha de flutuação.Na época da navegação à vela, a canhoneira era, normalmente, uma pequena embarcação, sem convés, armada com um canhão de alma lisa à proa e com um comprimento médio de 15 metros. As canhoneiras iniciais eram propulsadas a remos, passando, mais tarde a ter um ou dois mastros com velas. Alguns tipos de canhoneiras podiam ter montados, dois ou mais canhões.

O desenvolvimento das canhoneiras


O uso intensivo das canhoneiras ressurgiu na Guerra Civil Americana, resultante do armamento de vapores de rodas. Inicialmente foram transformados em canhoneiras, vapores de transporte de passageiros já existentes, mas depois foram construídos alguns vapores de rodas propositadamente como canhoneiras. Este tipo de canhoneira era, normalmente blindada e tinha montadas 12, ou mais, peças de artilharia, algumas de grande calibre.Com a generalização da propulsão a vapor, no século XIX, foi construído um considerável número de pequenas embarcações propulsadas por rodas, e, mais tarde por hélices, para as marinhas de guerra de quase todos os países do mundo. Estes navios mantinham mastros e velas, sendo o vapor apenas uma forma de propulsão auxiliar. No final do século XIX e no início do século XX, a canhoneira era o típico navio de patrulha de pequena o média dimensão.